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Sudão do Sul: 100 mil sul-sudaneses abrigados em instalações da ONU
4 de Julho de 2014

Cerca de 100 mil deslocados internos procuraram proteção em dez bases da Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (Unmiss).

 

A informação foi dada, na quinta-feira, 3 de Julho, em Juba, numa conferência de imprensa que abordou a proteção dos civis pela operação de paz.

 

Estima-se que milhares de pessoas tenham morrido devido à violência étnica que marcou o culminar do conflito. Os confrontos seguiram-se à disputa política entre o presidente, Salva Kiir, e o seu antigo adjunto Riek Machar.

 

De acordo com a ONU, mais de um milhão de pessoas já fugiram das suas casas desde o início dos combates em dezembro passado.

 

A Unmiss disse que não previu o cenário atual e que as bases militares não estavam preparadas para abrigar o número de deslocados em período prolongado.

 

Um dos principais desafios nos locais é a superlotação que cria graves problemas sanitários e de saúde. A situação é agravada pela estação das chuvas que inundam regularmente as áreas de proteção.

 

Uma das grandes preocupações da operação de paz é com a área de Bentiu, que continua a registar mais chegadas. Na sua maioria, os deslocados apresentam-se desnutridos.

 

Para ilustrar a gravidade das condições de saneamento, a Unmiss revelou que uma média de 134 pessoas usa a mesma latrina.

 

A missão lembrou que foi mandatada a garantir a segurança e a proteção de civis nas suas instalações. Em junho, o Conselho de Segurança encarregou a missão de proteger os civis sob ameaça de violência física, independentemente da sua fonte.



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