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Iraque: ONU condena ataques contra minorias religiosas
23 de Julho de 2014

O Conselho de Segurança condenou uma onda de ataques a minorias religiosas e étnicas no Iraque. Em comunicado, o órgão da ONU citou o ultimato dado a cristãos que vivem na cidade de Mossul, que está sendo controlada pelo grupo islamita Isil.

 

De acordo com o Conselho, os cristãos que vivem na cidade e em outras áreas tomadas pelo grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante foram intimados a pagar um imposto, se converter ao islamismo ou serem executados.

 

O Conselho de Segurança disse que também está preocupado com relatos de que minorias étnicas e religiosas em Mossul estão sob risco de sequestros, violência como destruição de suas propriedades e até mesmo assassinatos por discordarem do que o órgão chamou de "ideologia extremista" do grupo Isil.

 

Segundo agências de notícias, nos últimos dias, os militantes do Isil invadiram um mosteiro que data do século 4 depois de Cristo e expulsaram os monges. O local é também um sítio de peregrinação dos cristãos. O mosteiro fica no sudeste de Mossul.

 

A nota ressaltou que comunidades que conviveram por centenas de anos juntas em Mossul e na província de Nínive estão agora sob ataque e perseguição de grupos armados.

 

Dezenas de milhares de membros de minorias étnicas e religiosas estão a ser deslocados à força e obrigados a fugir. Muitos estão a ser executados ou sequestrados no processo.

 

O Conselho de Segurança disse que o terrorismo e todas as manifestações deste crime são ameaças sérias à paz e segurança internacionais. E que qualquer forma de terrorismo é criminosa e injustificável.



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