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África: Países da região subsariana devem intensificar o combate à pobreza
25 de Julho de 2014

Os países da região subsariana do continente africano devem intensificar o combate à pobreza e evitar que as crises os façam regredir nos progressos alcançados no domínio do desenvolvimento, indica o relatório sobre o «Índice de Desenvolvimento Humano» (IDH) global 2014, lançado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

 

Segundo o documento, publicado na quinta-feira, 24 de Julho, “a África beneficia dos mais elevados níveis de crescimento económico e de bem estar, mas a insegurança, bem como as catástrofes naturais ou provocadas pelo homem, persistem em algumas partes da região”.

 

"Resistir às crises e proteger os mais vulneráveis, que são os mais afectados, é fundamental para garantir que o desenvolvimento é sustentável e inclusivo", afirmou Abdoulaye Mar Dieye, director do gabinete regional do PNUD para África.

 

O informe intitulado "Sustentar o Progresso Humano: Reduzir as Vulnerabilidades e Reforçar a Resiliência", indica ainda que entre 2000 e 2013, a África subsariana registou a segunda maior taxa de progressão no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que afere o avanço nas áreas do rendimento, saúde e educação.

 

O relatório aponta o Rwanda e a Etiópia como sendo os países que registaram o crescimento mais rápido, seguidos de Angola, Burundi, Mali, Moçambique, República Unida da Tanzânia e Zâmbia.

 

Apesar desse progresso, indica o documento do PNUD, a África é a região mais desigual do mundo, de acordo com o coeficiente de Desigualdade Humano desta organização especializada do sistema da ONU.

 

Baseando-se em estatísticas recentes, o relatório refere que cerca de 585 milhões de pessoas, o equivalente a 72 porcento da população da região, vivem em situação de pobreza multidimensional - com sobreposição de privações nas áreas da saúde, educação e níveis de vida - ou em risco de recair na pobreza.

 

O relatório argumenta que a prevenção de impactos e a promoção de oportunidades para todos, em especial para os que se encontram em situações de maior risco, podem contribuir efectivamente para reduzir vulnerabilidade e reforçar resilência.

 

O documento conclui, apelando para uma maior coordenação a nível global no que toca ao reforço da resiliência face as situações que se apresentam cada vez mais globais quer na origem, como nos impactos causados.



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