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Iraque: Conselho Mundial de Igrejas manifesta preocupação e solidariedade
22 de Julho de 2014

“Com grande dor, assistimos ao que parece ser o fim da presença cristã em Mossul, que remonta aos primeiros séculos do Cristianismo”: é o que escreve o Secretário-Geral do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), Rev. Olav Tveit, numa declaração divulgada nesta segunda-feira, 21 de Julho.

 

“Uno-me aos que denunciam os preocupantes e trágicos factos”, escreve ainda o reverendo, destacando que o Conselho Mundial de Igrejas apoia o papel dos cristãos que se empenham no Iraque e na região por um diálogo construtivo com outras religiões e comunidades étnicas, “a fim de proteger o patrimônio diversificado de sua sociedade”.

 

Na declaração, o Secretário-Geral do CMI defende “a necessidade de um envolvimento internacional não militarizado para abrir um processo político inclusivo e reforçar os direitos humanos fundamentais, em especial o respeito da liberdade religiosa”.

Tveit conclui com um convite à oração, “em especial por aqueles que pertencem a comunidades minoritárias, e cristãos e muçulmanos obrigados a abandonar as próprias casas”.

 

Também o Patriarca da Igreja católica síria, Ignace Joseph III Younan, anuncia que é cada vez mais dramática a situação dos cristãos no Iraque. A sede da Igreja sírio-católica de Mossul foi queimada por extremistas islâmicos do Isil. O patriarca afirma que a comunidade cristã no Iraque corre o risco de desaparecer. Em Mossul não há mais cristãos após dois mil anos de história.



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