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Sudão do Sul: Crianças em risco de má nutrição
29 de Julho de 2014

Os diretores executivos do Fundo da ONU para a Infância (Unicef) e do Programa Mundial de Alimentos (PMA) estão a fazer um alerta sobre os riscos de má nutrição em crianças sul-sudanesas.

 

Anthony Lake e Ertharin Cousin visitaram a cidade de Malakal, onde dezenas de milhares de pessoas estão refugiadas em bases da ONU.

 

Segundo os chefes do Unicef e do PMA, "as crianças do Sudão do Sul não podem esperar mais até que o mundo tome uma ação" nem esperar que seja declarada oficialmente a fome no país.

 

Quase um milhão de crianças menores de cinco anos de idade vão necessitar de tratamento para má nutrição severa este ano, de acordo com o Unicef e o PMA. E se o mundo falhar em fornecer a ajuda necessária, 50 mil crianças podem morrer.

 

Lake e Cousin anunciaram ter conversado com mães que estão a lutar para que os seus filhos não morram, no meio de conflitos, deslocamentos e fome.

 

Os representantes pedem ação urgente para manter os menores vivos e afirmam temer que o mundo esteja a permitir uma repetição do que ocorreu na Somália e no Corno de África há três anos, quando houve anúncio oficial de fome.

 

Apesar do conflito estar focado em três estados do país, 3,9 milhões de pessoas enfrentam níveis alarmantes de insegurança alimentar e muitos não sabem quando poderão ter a próxima refeição.

 

As agências da ONU afirmam que o ciclo de violência no Sudão do Sul já deixou um milhão de desalojados, sendo metade crianças, e causou prejuízos aos serviços agrícolas e sociais. Além disso, a falta de acesso aos serviços de saúde, água e saneamento aumenta o alto risco de má nutrição severa para os sul-sudaneses.



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