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Arábia Saudita: Mais de 700 mortos na peregrinação a Meca
25 de Setembro de 2015

Mais de 700 pessoas morreram durante a peregrinação a Meca, na Arábia Saudita, e outras 800 ficaram feridas em um tumulto no primeiro dia do Edi al-Adha (a Grande Festa ou Festa do Sacrifício).

 

O governo da Arábia Saudita criou uma comissão para investigar a causa da tragédia que até este momento provocou a morte de 717 pessoas durante a peregrinação anual de muçulmanos.

 

Sobreviventes da tragédia de quinta-feira, 24 de Setembro, na Arábia Saudita relataram cenas de terror. As pessoas subiam umas nas outras para poder respirar, tropeçavam, desmaiavam por estarem desidratadas. Ismail Hamba, de 58 anos, da Nigéria, lembrou ter caído no chão e, em seguida, ser pisoteado pelos peregrinos.

 

O governo saudita afirmou que o acidente pode ter sido causado pela movimentação irregular de peregrinos, que não teriam seguido as regras. Mas, em um dos países mais fechados do mundo, fica difícil saber exatamente como a tragédia começou e porque tanta gente morreu. Em janeiro de 2006, 364 peregrinos morreram no mesmo período e local.

 

Cerca de três milhões de peregrinos começaram o ritual na Arábia Saudita. A tradição diz que todo muçulmano deve ir a Meca pelo menos uma vez na vida. Na cidade onde Maomé nasceu e, segundo o Islão, recebeu as primeiras revelações do Alcorão, os peregrinos relembram a vida do profeta. Eles recitam preces enquanto dão sete voltas em torno da Caaba, o lugar mais sagrado do mundo para o Islão.



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