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Sínodo dos Bispos: A vocação e a missão da família
2 de Outubro de 2015

De 4 a 25 de Outubro, o Vaticano recebe os participantes do Sínodo dos Bispos para debater a situação das famílias na Igreja e na sociedade.

 

Depois de ter meditado, na III Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos de Outubro de 2014, sobre «Os desafios pastorais da família no contexto da evangelização», a XIV Assembleia Geral Ordinária tratará sobre o tema «A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo». O longo caminho sinodal mostra-se assim marcado por três momentos intimamente interligados: a escuta dos desafios da família, o discernimento da sua vocação, a reflexão sobre a sua missão.

 

O Sínodo dos Bispos congregado ao redor do Papa dirige o seu pensamento a todas as famílias do mundo, com as suas alegrias, as suas dificuldades e as suas esperanças. De modo particular, sente o dever de dar graças ao Senhor pela fidelidade generosa com a qual tantas famílias cristãs respondem à sua vocação e missão. E fazem-no com alegria e com fé, mesmo quando o caminho familiar as coloca perante obstáculos, incompreensões e sofrimentos. A estas famílias dirigem-se o apreço, o agradecimento e o encorajamento da Igreja inteira e deste Sínodo.

 

Fiéis ao ensinamento de Cristo, olhamos para a realidade da família de hoje em toda a sua complexidade, nas suas luzes e nas suas sombras. Pensamos nos pais, nos avós, nos irmãos e nas irmãs, nos parentes próximos e distantes, bem como no vínculo entre duas famílias que cada matrimónio tece. A mudança antropológico-cultural influencia hoje todos os aspectos da vida e exige uma abordagem analítica e diversificada. Há que sublinhar, antes de tudo, os aspectos positivos: a maior liberdade de expressão e o melhor reconhecimento dos direitos da mulher e das crianças, pelo menos em determinadas regiões. No entanto, por outro lado, é igualmente necessário ter em consideração o perigo crescente representado por um individualismo exasperado.

 

A família, comunidade humana fundamental, nunca mostrou como hoje, precisamente através da sua crise cultural e social, quantos sofrimentos causam a sua debilitação e a sua fragilidade. E quanta força ela pode encontrar, em si mesma, para fazer face à insuficiência e à inacção das instituições em relação à formação da pessoa, à qualidade do vínculo social, ao cuidado das pessoas mais vulneráveis. Portanto, é particularmente necessário apreciar de modo adequado a força da família, a fim de poder apoiar as suas fragilidades.



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