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Sínodo: Destaques do documento final
27 de Outubro de 2015

O padre Duarte da Cunha, secretário da Confederação das Conferências Episcopais Europeias, sublinha os principais pontos a reter do documento final. Duarte foi um dos escolhidos pelo Papa Francisco para participar no sínodo dos bispos sobre a família na qualidade de perito, tendo marcado presença em todo o processo.

 

À Rádio Renascença, o sacerdote destacou aquilo que entende serem os pontos principais do documento final, que se encontra dividido em três secções.

 

“Eu sublinharia, do primeiro capítulo, uma grande crítica ao individualismo, num momento em que o mundo todo tende para o individualismo, a família [surge] como antídoto e, ao mesmo tempo, ameaçada por este individualismo.

 

No segundo capítulo, focaria a questão da família como uma vocação, quer a vocação do marido e da mulher, que têm a vocação para casar-se, quer a vocação que a própria família tem a ser neste mundo, um sinal de amor e de aliança e, por isso, também a ser aquilo que o capítulo explica, ícone da Santíssima Trindade.

 

E no terceiro capítulo, diria que a grande força é a insistência na importância do acompanhamento, o acompanhamento dos jovens que se preparam para o casamento, acompanhamento dos casais nos primeiros anos, casais com dificuldades, com filhos doentes, ou com idosos, ou em situações de crise, ou divorciados, ou recasados, portanto acompanhar as pessoas.

 

Também o presidente da Comissão Episcopal do Laicado e Família (CELF), D. Antonino Dias, destacou a preparação “mais insistente e permanente” para o Matrimónio como uma das prioridades depois do Sínodo dos Bispos que decorreu no Vaticano.

 

“É uma área onde precisamos de investir muito, porque muita gente se aproxima do sacramento sem fazer ideia do que isso é. Não podemos supor, temos de formar”, disse o bispo de Portalegre-Castelo Branco, em declarações à Agência Ecclesia e Família Cristã.

 

Depois de ter participado nas três semanas de trabalho da assembleia sinodal sobre a vocação e a missão da família, o prelado sustenta que os debates “não foram para ganhar ou perder”, mas para procurar “caminhos de pastoral”.

 

“Não é tanto na doutrina, mas como levar a doutrina à prática”, precisa.

 

A este respeito, o presidente da CELF, organismo do episcopado católico português, sublinha a importância de acompanhar quem faz a opção de casar e “reestruturar a preparação para o Matrimónio.

 

“Esse é o grande desafio. As pessoas não podem aproximar-se para celebrar um sacramento se saberem o que ele implica, sem essa consciência. E não só o sacramento, mas saber que têm de fazer da família uma comunidade de vida e de amor”, assinala.



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