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América: Riscos para os defensores de terras
23 de Outubro de 2015

O Presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) classificou as democracias das Américas uma “desgraça total”, por terem falhado na protecção daqueles e daquelas que defendem os direitos à terra, ao território e ao meio ambiente, depois de ter escutado os testemunhos de defensores/as que representavam uma coligação de 39 organizações da sociedade civil [entre as quais também “Justiça nos Trilhos”, seguida pelos missionários combonianos, no Brasil] em uma audiência em Washington, na segunda-feira, dia 19 de Outubro.

 

O novo relatório regional destaca os riscos relacionados com a violência contra os defensores de Direitos Humanos na América Latina.

 

Ao lutar por suas terras e comunidades, as defensoras e defensores de direitos humanos em toda a América acabam contrariando interesses empresariais e políticos, o que lhes coloca diretamente como alvo de ameaças e assassinatos.

 

Entre todos os países que estiveram presentes na sessão, o Brasil teve destaque negativo, como o país com maior número de defensores mortos. Somente no primeiro semestre de 2015, foram mortas 23 pessoas em conflitos por terra e território. Entre 2002 e 2013, o país somou 448 pessoas mortas nesses conflitos.



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