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Brasil: Jogos Mundiais Indígenas com participantes de cinco continentes
26 de Outubro de 2015

Até o dia 31 de outubro, Palmas, a capital do Tocantins, sedia a primeira edição dos Jogos Mundiais Indígenas. São cerca de mil atletas brasileiros e 700 vindos de países como Rússia, Nova Zelândia, Estados Unidos, Canadá, Colômbia, Mongólia, Chile, Etiópia e Finlândia.

 

Os Jogos Indígenas já tiveram 12 edições nacionais, desde 1996, em diferentes cidades do país, mas este é o primeiro evento esportivo e cultural internacional. O evento idealizado pelos terena pode impulsionar a criação de uma espécie de comitê para organizar as próximas edições no exterior.

 

Mais de 20 etnias brasileiras – como os Xerente (os anfitriões, do Tocantins), Bororo Boe (Mato Grosso), Asurini (Pará), Pataxó (Bahia) e Canela (Maranhão) – participam dos Jogos.

 

O evento, no entanto, também foi boicotado por etnias como os Krahô e os Apinajé, pelo que dizem ser um "momento difícil" para os povos brasileiros, com a demora na demarcação de terras, conflitos violentos com fazendeiros e invasões de territórios já homologados por madeireiros e garimpeiros.

 

Os Guarani-Kaiowá, presentes nos noticiários pelo alto índice de mortes relacionadas com conflitos pela terra no Mato Grosso do Sul, estão divididos: há delegação da etnia em Palmas, mas algumas lideranças também criticaram o evento em uma carta.



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