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Egipto: Ativista dos direitos humanos foi libertado
11 de Novembro de 2015

O exército egípcio libertou na terça-feira, 10 de Novembro, o repórter investigativo e activista dos direitos humanos, Hosam Bahgat, após um apelo da ONU.

 

"Ele me ligou e disse que saiu do edifício do serviço de inteligência militar, onde foi detido no domingo", afirmou à AFP Gaser Abdel Razek, director da Iniciativa Egípcia para os Direitos Pessoais, uma ONG fundada por Bahgat em 2002.

 

O jornalista, de 37 anos, foi convocado no domingo para prestar depoimento aos militares sobre um artigo publicado a 13 de Outubro, que revelava um processo militar não confirmado nem desmentido pelo exército.

               

No domingo à noite, o promotor militar ordenou a detenção provisória de Bahgat por quatro dias, como parte de uma investigação sobre "a propagação de informações falsas que atentam contra os interesses nacionais", segundo o site Mada Masr.

 

Várias ONGs e a ONU exigiram a libertação do importante activista da revolução de 2011, que recebeu no mesmo ano o prestigioso prémio Alison Des Forges pela sua militância em defesa dos direitos humanos.

 

O governo do Cairo reforçou recentemente as medidas anti-terroristas com uma lei que prevê, entre outras coisas, multa pesada para os jornalistas e meios de comunicação, incluindo estrangeiros, que no caso de atentados divulguem informações contraditórias em relação aos comunicados oficiais.



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