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Vaticano: "Alterações climáticas põem o mundo à beira do suicídio"
1 de Dezembro de 2015

De volta ao Vaticano, o Papa Francisco se dirigiu diretamente à Basílica de Santa Maria Maior para agradecer «Maria salus populi romani» pela proteção oferecida durante a viagem ao Quênia, Uganda e República Centro-Africana.

 

A bordo do avião de regresso Francisco concedeu a tradicional entrevista aos jornalistas que o acompanhavam e afirmou que “o aquecimento climático põe o mundo à beira do suicídio” e que a comunidade internacional reunida na Conferência do Clima de Paris (COP21) deve alcançar um acordo “agora ou nunca”.

 

“Não estou seguro do resultado da COP21, mas o que posso dizer é que agora ou nunca se deve atuar diante das mudanças climáticas”, declarou. “Desde a conferência de Quioto, em 1991, pouco foi cumprido e a cada ano, os problemas são mais graves, enquanto tudo parece indicar, empregando uma palavra forte, que estamos à beira do suicídio”, prosseguiu o Pontífice.

 

“A quase totalidade daqueles que estão em Paris querem fazer algo. Tenho confiança de que o farão, têm boa vontade e rezo por eles”, disse ainda.

 

O Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado, falou na segunda-feira, 30 de Novembro, em nome do Papa, na XXI Conferência dos Estados sobre o Clima, em curso em Paris.

Diante de 195 Chefes de Estado ou seus representantes, o discurso do cardeal começou por lembrar os objetivos que o Pontífice aponta como prioritários para a Conferência: aliviar os impactos das mudanças climáticas, combater a pobreza e elevar a dignidade do ser humano. “Seria trágico se os interesses particulares prevalecessem sobre o bem comum e conseguissem manipular a informação”.



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