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Quénia: O papa Francisco já está em África
26 de Novembro de 2015

Ao início da tarde de quarta-feira, 25 de Novembro, o papa Francisco aterrava no aeroporto de Nairobi para dar início à sua visita ao Quénia, primeira etapa da décima primeira viagem internacional que incluirá também o Uganda e a República Centro-Africana.

 

Com um tweet lançado durante a manhã da conta @Pontifex, o Papa tinha dirigido ao país africano a sua saudação: «Mungu abariki Kenya! Deus abençoe o Quénia!». E saudando os setenta e quatro profissionais de jornais internacionais que viajavam no mesmo avião reafirmou: «Vou com alegria visitar os quenianos, os ugandeses e os irmãos da República Centro-Africana. Agradeço-vos tudo o que fizerdes para que esta viagem dê os melhores frutos».

 

Entretanto o imã da mesquita de Bangui, Tidjani Nahibi Moussa, dirigiu um apelo aos centro-africanos para manterem a paz e a tranquilidade “antes, durante e depois” da visita do papa Francisco ao país. A República Centro-Africana será a terceira etapa da viagem apostólica do Pontífice à África, de domingo, 29, a segunda-feira, dia 30 de Novembro.

 

Nas palavras que proferiu o Santo Padre afirmou que a pobreza alimenta o terrorismo e pediu atenção para com os jovens e os pobres. Referiu-se também à defesa do ambiente e à promoção de modelos responsáveis de desenvolvimento económico. No discurso que proferiu o Papa Francisco começou por agradecer a “calorosa recepção” nesta sua primeira visita à África. Agradeceu também “as amáveis palavras” do Presidente da República Uhru Kenyatta e afirmou que o Quénia é uma nação que procura construir “sobre as bases sólidas do respeito mútuo, do diálogo e da cooperação, uma sociedade multiétnica que seja verdadeiramente harmoniosa, justa e inclusiva.”

 

“A vossa é também uma nação de jovens” – continuou o Santo Padre que reafirmou a sua vontade de se encontrar com a juventude. Refreiu-se também às belezas naturais do Quénia e afirmo que a “grave crise do meio ambiente, que o mundo enfrenta, exige uma sensibilidade ainda maior pela relação entre os seres humanos e a natureza.” O Papa Francisco sublinhou a responsabilidade para com a natureza e o valor que isso tem na alma africana:

 

“Temos a responsabilidade de transmitir a beleza da natureza, na sua integridade, às gerações futuras e a obrigação de exercer uma justa administração dos dons que recebemos. Estes valores estão profundamente arraigados na alma africana. Num mundo que continua mais a explorar do que proteger a nossa casa comum, tais valores devem inspirar os esforços dos governantes para promover modelos responsáveis de desenvolvimento económico.”

 

Estas palavras do Santo Padre abriram caminho para uma citação da Encíclica “Laudato Si”:

 

“Com efeito, há uma ligação clara entre a protecção da natureza e a construção duma ordem social justa e equitativa. Não pode haver renovação da nossa relação com a natureza, sem uma renovação da própria humanidade (cf. Laudato si’, 118).

 

Trabalhar pela reconciliação e pela paz foi outro tema salientado pelo Papa Francisco no seu discurso declarando que a violência e o terrorismo alimentam-se do medo e da pobreza:

 

“A experiência demonstra que a violência, os conflitos e o terrorismo se alimentam com o medo, a desconfiança e o desespero que nascem da pobreza e da frustração. Em última análise, a luta contra estes inimigos da paz e da prosperidade deve ser conduzida por homens e mulheres que, destemidamente, acreditam e, honestamente, dão testemunho dos grandes valores espirituais e políticos que inspiraram o nascimento da nação.”

 

Na conclusão do seu discurso o Papa Francisco exortou os políticos quenianos a trabalharem pelo “bem comum” manifestando uma “autêntica preocupação com as necessidades dos pobres” e com as “aspirações dos jovens”, desenvolvendo uma “distribuição justa dos recursos naturais e humanos”.

 

E que “Deus abençoe o Quénia” – afirmou o Papa Francisco em kiswahili: Mungu abariki Kenya!



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