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Mundo: Mortalidade materna tem queda expressiva
20 de Novembro de 2015

A mortalidade materna registou uma queda expressiva no mundo nos últimos 25 anos, mas apenas nove países alcançaram as metas da ONU nesta área, segundo um estudo publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).


"O relatório mostra que no fim de 2015 a mortalidade materna global terá registado uma redução de 44 por cento na comparação com o nível de 1990", afirmou Lale Say, coordenadora do departamento de saúde genética da OMS.

 

"É um progresso enorme, mas os progressos são desiguais no mundo porque 99 por cento das mortes acontecem nos países em desenvolvimento", completou durante numa conferência de imprensa.


Melhorar a saúde das mães era um dos oito Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) aprovados no ano 2000. O quinto era reduzir em 75 por cento a mortalidade materna entre 1990 e 2015.


Segundo o estudo, 303.000 mulheres morreram em 2015 em consequência de complicações durante ou depois da gravidez, durante o parto ou nas semanas posteriores.


Actualmente a taxa de mortalidade materna é de 216 mortes para cada100.000 nascimentos, contra o índice 385 mortes para cada 100.000 partos em 1990.

 

As complicações durante a gravidez ou o parto representam a principal causa de óbito entre as adolescentes na maioria dos países em desenvolvimento.

 

Apenas nove países (Butão, Cabo Verde, Camboja, Irão, Laos, Maldivas, Mongólia, Ruanda e Timor Leste) conseguiram alcançar a meta da ONU. Outras 39 nações registraram "progressos significativos", afirmou Lale Say.

 

Os maiores avanços aconteceram no leste da Ásia, com uma redução de 72 por cento da mortalidade materna entre 1990 e 2015.


A África Subsaariana continua sendo a região mais afectada, com 66 por cento dos casos (duas mortes em cada três), segundo a OMS.

 

Apesar do número, a situação na região melhorou e a taxa de mortalidade caiu 45 por cento em 25 anos (de 987 mortes para cada 100.000 nascimentos a 546).

 

Apesar dos avanços, a ONU estabeleceu uma nova meta: menos de 70 mortes para cada 100.000 nascimentos até 2030.



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