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Dia Mundial da Erradicação da Miséria de 2015
16 de Outubro de 2015

No dia 17 de Outubro de cada ano, somos convidados a demonstrar que, nesse dia e em todos os dias do ano, a solidariedade entre as pessoas vivendo na pobreza e pessoas vindas de todos os horizontes existe. Nesse dia temos de mostrar a todos de que modo trabalhamos em união para combater a extrema pobreza e os ataques aos direitos humanos, graças à nossa implicação total e às nossas ações individuais e coletivas.

 

Este ano, a celebração do Dia Mundial para a Erradicação da Miséria tem um significado muito especial porque vem logo a seguir ao lançamento da Agenda 2030 das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável. Acolhemos com uma grande satisfação a declaração dos Estados Membros que afirmam na Agenda 2030 a sua determinação "a pôr fim à fome e à pobreza, sob todas as suas formas e em todas as suas dimensões", assim como o seu empenho para que "ninguém seja deixado de lado".

 

Sabemos perfeitamente que quando só se mede a pobreza em termos económicos, isso é uma ofensa à dignidade das pessoas que vivem na miséria e à sua luta quotidiana para vencerem a pobreza. Isso evita que a pobreza seja reconhecida como uma violação dos direitos humanos e como complexa e multidimensional na sua essência.

 

Leia AQUI a mensagem para o Dia Mundial da Erradicação da Miséria de 2015.

 

Construir um futuro sustentável unindo-se para acabar com a pobreza e a discriminação – Tema para o Dia Mundial da Erradicação da Miséria 2015

 

Só poderemos construir um futuro sustentável se nunca deixarmos ninguém de lado sempre que nos esforçamos por erradicar a extrema pobreza e a discriminação. Temos também de ter a certeza de que cada pessoa pode exercer plenamente os seus direitos fundamentais. A plena participação daqueles que vivem na pobreza, sobretudo nas decisões que afetam as suas vidas e comunidades, deve ocupar um lugar central nas políticas e estratégias em vista da realização de um futuro sustentável. Poderemos assim garantir que o nosso planeta poderá satisfazer as necessidades de todos – e não unicamente as de alguns privilegiados – durante esta geração e as gerações futuras.

 

Os modos atuais de produção e de consumo não são nem sustentáveis, nem capazes de satisfazer as necessidades de milhões de pessoas vivendo numa extrema pobreza. Um futuro sustentável exige um crescimento e um desenvolvimento económicos que não saqueiem nem destruam os recursos naturais, mas que protejam ativamente o meio ambiente. Exige também uma mudança social que respeite e proteja os direitos humanos e a diversidade cultural, que reduza as desigualdades económicas e que permita a inclusão social no mundo inteiro. O sucesso desta transição para uma economia mais «verde» e mais justa vai além do simples recurso a uma tecnologia mais avançada e a mais investimentos. A nossa crescente interdependência económica, social e ambiental exige que teçamos também relações duráveis e mutuamente respeitosas entre os indivíduos, as comunidades e as nações, e que partilhemos cada vez mais o conhecimento e o saber a todos os níveis.

 

Nunca poderá existir um mundo sustentável enquanto subsistirem a pobreza e a discriminação, e enquanto os direitos humanos continuarem a ser violados. Um mundo sustentável nunca põe ninguém de lado nem deixa ninguém para trás.



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