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Sudão do Sul: Cardeal Turkson visita o país em nome do Papa
20 de Julho de 2016

O Papa Francisco enviou ao Sudão do Sul o cardeal ganês Peter Turkson, Presidente do Pontifício Conselho da Justiça e da Paz, para entregar uma mensagem ao Presidente Salva Kiir.

 

“Sabemos que o Pontífice acompanha de perto a evolução da situação”, diz o Padre Daniele Moschetti, superior dos missionários combonianos em Juba, aonde vive com outros cinco padres, ao lado do palácio presidencial.

 

A situação é tensa no país: no início desta semana, na capital Juba, toneladas de alimentares foram roubados dos depósitos da FAO.

 

“Os alimentos roubados deviam nutrir cerca de 200 mil pessoas que passam por provações, sem comida e extremadas pelo conflito, dentro e fora dos campos de refugiados”, denuncia o padre.

 

Depois dos confrontos da semana passada, reina uma aparente calma no país: a maior parte das ONGs, funcionários das Nações Unidas e o contingente humanitário foram repatriados. O cessar-fogo está em vigor, “mas as violências, abusos e saques do exército continuam”.

 

“O conflito está assumindo as feições de uma disputa étnica entre a maioria no poder (Dinka), e a oposição, da etnia Nuer. E está mudando também o clima em relação à Igreja; estamos todos em risco”, teme padre Daniele.

 

Cerca de 350 missionários ainda permanecem no Sudão do Sul. Os confrontos começaram em dezembro de 2013 quando o Presidente Salva Kiir, acusou o vice, e ex-líder dos rebeldes, Riek Machar, de planejar um golpe de Estado para derrubar o governo. Em dois anos, houve uma série de conflitos étnicos e tribais, com represálias, a destruição de aldeias, milhares de mortos e mais de dois milhões de refugiados.



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