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Sudão do Sul: Milhares continuam a fugir dos combates
25 de Julho de 2016

Milhares de pessoas continuam a fugir da incerteza e dos combates no Sudão do Sul, alerta a Agência da ONU para Refugiados (Acnur).

 

Desde a eclosão dos confrontos entre as forças leais ao presidente Salva Kiir e aquelas que apoiam o primeiro-vice-presidente Riek Machar, em 7 de julho, mais de 26 mil pessoas atravessaram a fronteira para o norte de Uganda.

 

Mais de 90 por cento dos recém-chegados são mulheres e crianças. Na passada semana, cerca de 8,3 mil refugiados atravessaram a fronteira.

 

O fluxo está pressionando seriamente a capacidade dos centros de trânsito e recepção.

 

Recém-chegados em Adjumani contam que os combates continuam. Há relatos de que homens armados continuam saqueando propriedades, recrutando à força meninos e homens jovens e assassinando civis em Magwi.

 

Segundo o Acnur, outro comboio das forças armadas ugandesas deve retirar cidadãos do país que estão no Sudão do Sul nesta sexta-feira. Em ocasiões anteriores, um grande número de refugiados usou a oportunidade de fugir do país acompanhando o comboio.

 

A Organização Internacional para Migrações, OIM, calcula que cerca de 83 mil pessoas permaneçam deslocadas e precisando de assistência humanitária na cidade de Wau após combates no fim de junho.

 

Enquanto a agência parceira da ONU continua fornecendo assistência vital deslocados internos no local, agências humanitárias não têm conseguido acessar pessoas abrigadas no sul da cidade devido à questões de insegurança nas últimas semanas.



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