Página Inicial







Mundo: Acordo sobre o clima assinado no Dia da Terra
22 de Abril de 2016

Nesta sexta-feira, 22 de abril, quando pessoas em todo o mundo celebram o Dia da Terra, líderes de vários países se reúnem nas Nações Unidas para assinar o Acordo de Paris sobre alterações climáticas.

 

O Acordo é o primeiro pacto universal de luta contra as alterações climáticas de cumprimento obrigatório e determina que seus 195 países signatários atuem para que a temperatura média do planeta não sofra uma elevação acima 1,5°C.

 

No entanto, a adoção do texto de Paris não quer dizer que as partes aderem automaticamente ao acordo, pois são necessárias duas etapas: a assinatura e a ratificação em função das regras nacionais (votação pelo parlamento, decreto, etc). Para aplicar o acordo, os Estados devem organizar sua transição energética, que passa por uma reorientação dos investimentos.

 

Uma das novidades deste documento é a revisão a cada cinco anos das metas de contribuição de cada Estado, para tentar travar o aquecimento do planeta e as consequências associadas, como a maior frequência de fenómenos extremos de calor, levando as secas e a incêndios florestais, e de concentração da chuva em períodos curtos de tempo, provocando cheias e inundações, a que se junta a subida do nível do mar.

 

Principais pontos do Acordo sobre o clima de Paris

- Países devem trabalhar para que aquecimento fique muito abaixo de 2ºC, buscando limitá-lo a 1,5ºC

- Países ricos devem garantir financiamento de US$ 100 mil milhões por ano

- Não há menção à percentagem de corte de emissão de gases-estufa necessária

- Texto não determina quando emissões precisam parar de subir

- Acordo deve ser revisto a cada 5 anos

 

Para a Cáritas, o trabalho duro começa agora: “Trata-se de um evento histórico, pois o texto dispõe normativas internacionais para fazer frente às alterações climáticas, reconhecendo-a como um autêntica ameaça para a população mundial e para o planeta.

 

A Caritas destaca também os aspectos positivos e negativos do Acordo. Entre os negativos, fala da ausência de garantias vinculantes no que se refere aos Direitos Humanos, ao uso respeitoso da Terra e à segurança alimentar. Também não enfrenta os problemas da demanda de consumo nem do comércio internacional. Entre seus aspectos positivos, estão a meta a longo prazo para limitar o aquecimento e um mecanismo de revisão quinquenal.

 

“Ainda que não represente a resposta perfeita, o Acordo de Paris é o único instrumento internacional que existe hoje e sobre o qual se basearão as políticas nacionais no futuro”, afirma a Caritas.



© copyright Missionários Combonianos - Revista Além-Mar | Todos os direitos reservados