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Sudão do Sul: Juba reza pela paz
21 de Abril de 2016

A arquidiocese católica de Juba organizou um tríduo de oração pela paz no país mais jovem do mundo que regressou aos infernos da guerra civil há 28 meses.

 

Dom Paolino Lukudu Loro, o arcebispo comboniano de Juba, convocou três dias de oração «pela implementação pacífica do acordo que conduz à paz duradoura no Sudão do Sul.»

 

O tríduo de oração pela paz decorre de 20 a 22 de abril e conclui com a procissão e missa presidida pelo arcebispo Lukudu no dia 23, na catedral de Santa Teresa, em Juba.

 

O convite foi enviado numa carta do secretário-geral da arquidiocese, P. Gabriel Acida, a todas as paróquias e comunidades religiosas.

 

«Com a perspectiva da esperança e paz sobre o Sudão do Sul […] cada paróquia é convidada a dedicar um tríduo de oração especial pela paz no Sudão do Sul», diz a mensagem do arcebispo.

 

Uma crise política grave mergulhou o Sudão do Sul num conflito étnico armado violento a 15 de dezembro de 2013, depois de oito anos de paz.

 

Os números da crise são aterradores: mais de 50 mil mortos e 2,3 milhões forçados a abandonar os lares - 1,7 milhões deslocados internos e 648 mil refugiados na Etiópia, Quénia, Uganda e Sudão. Quase 200 mil pessoas estão nos campos de protecção de civis nas bases das forças da ONU em condições muito difíceis.

 

As forças em confronto, lideradas pelo presidente Salva Kiir Mayardit e o ex-vice-presidente Riek Machar Teny, assinaram um acordo de cessação de hostilidades em agosto de 2015 que devia dar origem a um governo de unidade nacional chefiado pelo presidente Kiir com Machar como primeiro vice-presidente.

 

Machar devia chegar a Juba vindo de Gambela, na Etiópia a 18 de abril. Numa entrevista à Al Jazeera acusou o governo de Juba de bloquear o seu regresso.

 

A repórter da estação televisiva do Qatar no Sudão do Sul, Annea Cavell, diz que a situação em Juba é caótica e não se conhece a razão porque Machar ainda não chegou à capital.

 

Adiantou que o primeiro vice-presidente indigitado quer trazer armamento extra com o contingente de 260 soldados que o acompanha e que o governo não concorda.

 

O Grupo de Trabalho para a Justiça Transicional publicou hoje uma declaração expressando «preocupação profunda» pela demora na formação do governo de transição e a implementação do acordo para a resolução do conflito no Sudão do Sul.

 

O grupo, de sete organizações da sociedade civil, pede ao governo e à oposição que estabeleçam imediatamente o governo de unidade e iniciem um programa abrangente de justiça transicional e reconciliação no Sudão do Sul.

 

José Vieira (MCCJ) - Jirenna

 



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