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Sudão do Sul: ONU pede justiça e reconciliação
28 de Abril de 2016

As Nações Unidas (ONU) reiteraram na terça-feira, 26 de abril, que sem justiça e reconciliação não será possível a “cura das feridas novas e antigas do conflito sul-sudanês”, particularmente se não for abordada a impunidade.

 

No Conselho de Segurança, o subsecretário-geral para as Operações de Paz, Hervé Ladsous, disse que todas as partes devem estar unidas em torno dessa questão e concordar na reconciliação e na justiça transicional, que inclui criar tribunais híbridos.

 

O debate na ONU aconteceu no mesmo dia em que o líder rebelde chegou à capital sul-sudanesa, Juba.

 

De acordo com agências de notícias, Riek Machar foi investido como primeiro vice-presidente do governo de unidade liderado pelo presidente Salva Kiir.

 

A medida faz parte do acordo para o fim do conflito que, em dois anos, provocou a morte de dezenas de milhares de pessoas e resultou em cerca de dois milhões de deslocados.

 

O governo e a oposição mataram e desalojaram civis nas últimas semanas em estados como Alto Nilo e Equatoria. Em meados de fevereiro, 25 pessoas morreram e 140 ficaram feridas num local de proteção de civis em Malakal.

 

No terreno ainda há restrições impostas pelo governo à mobilidade da Missão da ONU no Sudão do Sul, Unmiss.

 

As limitações impedem ainda a assistência humanitária necessária, daí um apelo por uma mensagem forte do Conselho sobre a necessidade de desimpedir o movimento de agências para que seja permitido o auxílio.



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