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Sudão: Civis continuam a fugir de Kordofan Sul
6 de Junho de 2016

Cinco anos após o início do conflito em Kordofan Sul, civis continuam a fugir do estado sudanês. A maioria segue para o país vizinho, o Sudão do Sul.

 

De acordo com o escritório das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), quase 250 mil pessoas atravessaram a fronteira desde o começo da guerra nas Montanhas Nuba, em 2011. O porta-voz do Acnur, Adrian Edwards, destacou que "uma solução para a violência e o fim do sofrimento é mais necessária do que nunca".

 

Quase 90 por cento dos que partem são mulheres e crianças. Uma entre 10 crianças chega ao Sudão do Sul sozinha ou sem um integrante da família. No centro de registo de Yida, o Acnur fornece refeições quentes, vacinas contra o sarampo e um local de descanso.

 

De Yida, os refugiados são levados de autocarro para um campo em Ajuong Thok, onde recebem roupa de cama e material para construírem uma tenda, além de panelas, mosquiteiros, cobertores, colchões e comida. Mas o local está no limite da sua capacidade máxima de 46 mil pessoas.

 

Somente neste ano, mais de 7,5 mil sudaneses foram para o estado da Unidade, no Sudão do Sul, sendo 3.000 somente em maio. A área já abriga 70 mil refugiados.

 

O conflito está a intensificar e acredita-se que milhares de pessoas podem fugir de Kordofan Sul nas próximas semanas. Os refugiados que escapam relatam bombardeamentos aéreos e ataques em terra. Falta de comida ou de acesso à escola são outras razões para os civis deixarem o Sudão.



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