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Chade: Conflito esquecido
2 de Maio de 2016

Brasileira que integrou missão dos Médicos Sem Fronteira no Chade revela em reportagem da BBC Brasil o clima de total instabilidade e tensão que se vive no país: “É um conflito esquecido. Totalmente esquecido. Ninguém sabe o que é o Chade, onde fica, nada. O mundo precisa saber que há outras crises de refugiados”, relata Karina Teixeira.

 

A atividade principal das operações do Médicos Sem Fronteiras no Chade é acolher os refugiados e deslocados, com um foco especial em saúde mental. São pessoas que fugiram do Boko Haram e são muito traumatizadas pela violência.

 

“Recebíamos pessoas muito marcadas pela violência de todo o tipo, inclusive violência sexual. O estupro é uma arma de guerra muito usada no Boko Haram”, afirma esta especialista em relações internacionais.

 

Localizado no centro da África, o país, que já sofria com a pobreza extrema, agora tem de lidar com outro problema: os ataques do grupo extremista muçulmano Boko Haram no país vizinho, a Nigéria.

 

Com o conflito, o Chade vive uma das maiores crises humanitárias da atualidade. Além da pressão causada pela entrada de nigerianos e moradores de outros países vizinhos obrigados a fugir de casa por conta da violência do Boko Haram, há a ameaça constante de ataques suicidas cometidos por meninas sequestradas pelo grupo.

 

Somente na região do lago Chade (que banha Niger, Camarões, Nigéria e Chade), há mais de 2,7 milhões de deslocados e refugiados.

 

A reportagem completa e em português está disponível na página da BBC Brasil.



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