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Moçambique: ONU alerta para retorno da violência
15 de Julho de 2016

O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos mencionou a situação atual de Moçambique num discurso apresentado esta quarta-feira no Conselho de Direitos Humanos.

 

“Considerado uma história de sucesso africano nos últimos anos, (Moçambique) mostra sinais de retorno à violência”, disse Zeid Al Hussein.

 

O representante destacou o reinício dos confrontos armados entre forças do partido Renamo, na oposição, e do Exército que “levaram a deslocamentos nas áreas afetadas”.

 

O país também foi citado por relatos dando conta de “raptos, execuções sumárias, maus tratos e ameaças a defensores dos direitos humanos e jornalistas”.

 

O apelo ao governo é que “envie todos os esforços para a prestação de contas dos criminosos” e “aborde a corrupção, que priva a muitos dos seus direitos económicos e sociais”.

 

O pronunciamento analisou vários conflitos mundiais e foram destacadas as realidades de países africanos como Burundi, República Centro-Africana, Sudão, Sudão do Sul, Mali, Mauritânia, Egito e Líbia.

 

Zeid revelou que “o ódio está a tornar-se integrado” e que retornam as “barreiras que atormentaram as gerações anteriores e nunca produziram qualquer solução sustentável para nenhum problema”.

 

O responsável disse que ainda podem ser construídas sociedades com disputas que podem ser resolvidas pacificamente por instituições imparciais e eficazes, e onde sejam respeitados os direitos das pessoas ao desenvolvimento e a outros direitos fundamentais.

 

Ele frisou ainda que os países podem definir regras para que as instituições da lei ofereçam a confiança da justiça imparcial, consolidem a confiança e a força.



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