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Quénia: A corrupção está a matar o país
14 de Abril de 2016

Bispos do Quênia alertam que a corrupção está a matar o país e que rumam para uma sociedade sem Deus, vencida pelo tribalismo, na qual o dinheiro se tornou o único ídolo.

 

A declaração está no documento final de sua Assembleia Plenária, que descreve uma situação extremamente preocupante: “Mulheres e homens carregam o peso da corrupção. A maioria dos quenianos sofre com a pobreza e são incapazes de atender às necessidades do país. Não têm acesso a cuidados médicos adequados. Não têm acesso a estruturas escolares decentes e a uma educação de qualidade”. Os mais atingidos são os jovens, frisam os Bispos, obrigados a pagar propinas para encontrar um trabalho ou ter conhecimentos “in alto loco”.

 

Os Bispos recordam o grito do Papa Francisco dirigido aos quenianos em sua visita: “Não à corrupção”: uma chaga que atinge todos, da política à magistratura, da polícia à escola (muitos estudantes pagaram para passar os exames de modo desonesto).

 

Outra chaga denunciada no documento é o tribalismo, jamais desaparecido, que está a renovar o vigor, ao ponto que os Bispos afirmam: “Estamos vendo tudo através do prisma do etnicismo”. Relacionada a esta situação é a radicalização dos jovens “em grupos perigosos, que criam insegurança, e com comportamentos desviados (…). Estamos alarmados com a corrupção dos jovens em meio a propinas, drogas e a promoção da imoralidade sexual”.

 

“Consequentemente – prosseguem os Bispos – estamos a nos mover rumo a uma sociedade sem Deus, que transforma o dinheiro em ídolo. As pessoas tendem a viver pelo dinheiro e a sua filosofia é ter mais dinheiro possível, o mais rápido e de qualquer forma”.

 

Os Bispos concluem a convidar os quenianos à reação e à esperança, porque Cristo obteve a vitória contra todo desespero: “Devemos todos combater o mal dentro de nós, devemos comprometermo-nos singular e coletivamente para rejeitar toda forma de corrupção que está a destruir o nosso tecido social.”



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