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Etiópia: Entre o açambarcamento de terras e a carestia
27 de Maio de 2016

A Etiópia é um país de pequenos agricultores. Cerca de 85 por cento da população é constituída por camponeses que cultivam pequenas parcelas de terra para sustentarem as suas próprias famílias. Apesar disso, a Etiópia é um dos países que vêm mencionados em primeiro lugar quando se fala de “land grabbing”, ou melhor de apropriação de terras em África, seja por parte de empresas privadas ou multinacionais seja por governos de outros países.

 

Nos últimos anos, o governo etíope concedeu cerca de 2,5 milhões de hectares de terra aos investidores estrangeiros: na maior parte indianos, mas também chineses, árabes e holandeses. Na teoria, estes investimentos deveriam ter impacto positivo no desenvolvimento local. Mas os terrenos onde se cultivam o óleo de palma – que requerem imponentes recursos hídricos, num País que luta seriamente contra a seca –, os legumes, as árvores de fruta, e as estufas onde crescem as flores, quase tudo para a exportação, tornaram-se em verdadeiros centros de comércio paralelo. Naturalmente, os mais pobres são as primeiras vítimas deste sistema e os primeiros a sofrerem por causa das secas e da fome.

 

Fonte: Comboni.org



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