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Moçambique: Via livre para o diálogo sobre a crise
27 de Maio de 2016

O Governo moçambicano da Frelimo não tem alternativa senão aceitar o diálogo com a Renamo, principal partido da oposição.

 

A estabilidade social e económica de Moçambique depende absolutamente do êxito destas negociações. Uns e outros já fizeram a experiência, num passado ainda muito recente, de que o conflito armado, a guerra, não são o meio eficaz para se atingir a paz. O Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, convencido ou pressionado pelos stakeholders económicos e políticos internacionais, pediu à Renamo, na semana passada, para indicar o nome dos seus representantes para retomar as negociações, tendo em vista a resolução da crise política e militar que aflige o País, sobretudo devido à intensificação dos confrontos armados, de modo particular nas províncias do centro e norte, nomeadamente Sofala, Manica e Tete.

 

Afonso Dhlakama, líder da oposição, nomeou três pessoas, para que, com a delegação governamental, constituam uma comissão mista chamada a preparar as condições para se retomar o diálogo entre ambas as facções políticas.

 

São quatro os pontos principais da agenda. Estes incluem o pacote eleitoral e a despolitização do aparelho do Estado, juntamente com as questões económicas e militares.



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