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Mundo: 46 milhões de escravos modernos
1 de Junho de 2016

Existem no mundo 45,8 milhões de escravos modernos. É o que diz o Global Slavery Index 2016, publicado no início desta semana pela Walk Free Foundation.

 

Dois terços destes escravos (homens, mulheres e crianças) estão na região da Ásia-Pacífico. De facto, o continente asiático tem o maior número de escravos. São 26,6 milhões, 58 por cento do total.

 

A Coreia do Norte, Uzbequistão, Camboja, Índia e Catar são os países asiáticos que possuem os percentuais mais elevados de escravos. Em números absolutos, no entanto, Índia, China, Paquistão, Bangladesh e Uzbequistão encabeçam a lista.

 

Segundo o relatório, estudos mostram que a pobreza e a falta de oportunidade desempenham um papel importante no aumento da vulnerabilidade à escravidão moderna. “Eles também apontam para desigualdades sociais e estruturais mais profundas que permitem que a exploração persista, como a xenofobia, o patriarcado, as castas e as discriminações de gênero.”

 

Para fazer frente a esta verdadeira tragédia, são necessárias leis que proíbam a escravidão; informação clara da indústria a respeito dos modos de produção e onde são produzidos os produtos; mas sobretudo mudança de mentalidade, também em relação ao consumismo desenfreado que busca produtos a custo reduzido.

 

Em uma lista de 167 países, as primeiras posições - número de escravos em proporção ao número de habitantes -  são ocupadas pela Coreia do Norte, Uzbequistão, Camboja, Índia e Catar.

 

Situação particularmente difícil na Coreia do Norte, pela existência de uma rede de trabalhos forçados que fazem parte do sistema produtivo do país. Ao mesmo tempo, milhares de mulheres são vendidas à China e países vizinhos como esposas ou para exploração sexual. 4,37 por cento dos norte-coreanos são escravos, revela o relatório.

 

Como as definições de escravidão variam de lugar para lugar (desde trabalho forçado e tráfico humano a casamento forçado), o relatório leva em conta todas as situações de exploração que uma pessoa não é capaz de se livrar, em razão de ameaça, violência, coação ou abuso de poder.

 

O índice, segundo a ONG, tem como objetivo se tornar “uma ferramenta para que os cidadãos, organizações não governamentais, empresas e funcionários públicos entendam o tamanho do problema e os fatores que contribuem para que ele exista e possam defender e construir políticas sólidas para erradicar a escravidão moderna”.

 

Essa é a terceira edição do Índice Global da Escravidão. Na primeira, em 2013, a estimativa girava em torno de 29,8 milhões de escravos no mundo.



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